Se envolveu em um acidente de trânsito? Saiba o que fazer após uma ocorrência

De acordo com o Detran, primeiro de tudo o motorista deve manter a calma, verificar se há vítimas e sinalizar o local. Mas e depois? Como proceder?

De acordo com o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, só no primeiro semestre de 2016 foram registrados mais de 94 mil acidentes de trânsito no Estado de São Paulo, entre colisões, choques e atropelamentos. Nesta hora, a primeira coisa que o motorista deve fazer é manter a calma, verificar se há vítimas e sinalizar o local. Mas e depois? O que fazer?

De acordo com o Departamento de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), em caso de acidente com pessoas feridas, é preciso acionar os serviços de emergência: Polícia Militar (190), Polícia Rodoviária Federal (191), SAMU (192) e Bombeiros (193). O motorista não deve mudar o veículo de lugar e nem movimentar os feridos, já que isso pode gerar sequelas graves.

Já quando não há feridos, é mais simples. Os veículos podem ser retirados da via para não atrapalhar o trânsito, e o motorista deve anotar os dados do(s) outro(s) envolvido(s) caso seja preciso um Boletim de Ocorrência (B.O.). Também é importante tirar fotos do ocorrido e guardar a data, horário e local do acidente.

Boletim de Ocorrência

Quando não há feridos ou danos ao patrimônio público, um B.O. só é feito quando os envolvidos querem. O documento pode ser registrado pela internet, no site da Polícia Militar – no caso de ocorrência nas rodovias estaduais, e da Polícia Civil – nas demais vias.

Remoção de veículos

No caso de feridos, os veículos só podem ser removidos após a chegada da polícia ou realização de perícia. Por conta disso, após o acidente é preciso acionar o serviço de trânsito da cidade.

Multas

A postura do motorista após a ocorrência pode gerar outro tipo de dor de cabeça: uma multa de trânsito. Deixar de socorrer um ferido, por exemplo, pode causar detenção que varia de um a seis meses e/ou multa de R$ 957,70. Já quando não há vítimas, deixar de remover o(s) veículo(s) do local pode gerar uma cobrança de R$ 85,14.

Após o acidente

O condutor responsável pela ocorrência deve contatar a seguradora da qual é cliente para repassar os dados do outro envolvido para que sejam realizados os reparos necessários. Quando a pessoa não tem seguro, ela mesma deve arcar com os custos. Em caso de danos na numeração do motor ou do chassi, é necessário fazer a remarcação do veículo.

O condutor, passageiro ou pedestre que se envolver em um acidente de trânsito pode ainda solicitar o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Seguro DPVAT), que oferece cobertura em caso de morte, invalidez permanente e reembolso de despesas.

Fonte: IG

Para evitar fraudes, Detran-SP irá monitorar exames práticos com câmeras

Detran de São Paulo inicia mudanças nos exames práticos para quem vai tirar carteira de habilitação. Os carros usados nos exames serão monitorados com câmeras e sensores.

A medida é criada para evitar fraudes como venda de habilitação ou extorsão por parte dos instrutores para evitar a reprovação.

O projeto começou dia 26 de setembro em São Bernardo do Campo e ainda não tem prazo para ser levado para todo o Estado.

Agora, por lá, todos os exames serão gravados e acompanhados a distância por outro agente do Detran.

Os carros, que não serão mais das autoescolas, mas sim do Detran, terão câmeras no painel, no teto, entre o motorista e o passageiro, no vidro de trás e no retrovisor esquerdo.

Os sensores detectarão se o cinto de segurança não for colocado, se o carro morrer ou se o pneu encostar na guia.

Os dados eletrônicos irão ser registrados no sistema do Detran e serão confrontandos com o relatório do examinador da prova.

O exame para tirar a carteira de moto também será filmado.

Fonte: UOL

Lei Seca: multa mais pesada para quem dirigir alcoolizado

Quem for pego pela Operação Lei Seca dirigindo alcoolizado ou se recusar a fazer o teste do bafômetro, a partir do dia 1º de novembro, pagará uma multa muito superior ao valor cobrado atualmente, que é de R$ 1.915. Devido a  mudanças na legislação de trânsito, o valor subirá para R$ 2.934,70 e o motorista ainda terá a carteira de habilitação suspensa pelo prazo de 12 meses.

O motorista que falar ao celular enquanto dirige também será penalizado com mais rigor: de infração média (multa de R$ 85,13) para gravíssima (R$ 191,54). E quem estacionar indevidamente em vaga de idoso ou deficiente perderá sete pontos na carteira.

De acordo com o coordenador da Lei Seca, tenente-coronel da Polícia Militar, Marco Andrade, para que o trânsito seja humanizado, é necessário a contribuição de todos. Existe o esforço legal de tentar inibir as transgressões através das penalizações. A multa é para chamar a atenção. “O grande objetivo é a reeducação, não temos prazer em multar”, explicou.

A Operação Lei Seca, iniciada em 2009, trouxe uma mudança para a realidade da segurança nas ruas e estradas do Estado do Rio. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) e do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o número de mortes em 2009 foi de 59 por 100 mil veículos. No ano passado, ficou em 29 para cada 100 mil veículos, uma redução de aproximadamente 50%.

Segundo o coronel Marco Andrade, “quando começamos, há sete anos, 20% dos motoristas eram flagrados sob efeito do álcool. Hoje, este número caiu para 7%. Da mesma forma, esperamos um amadurecimento com relação ao uso do cinto de segurança no banco de trás, com a não utilização do celular ao volante e o respeito às regras de velocidade. Precisamos que a sociedade compre essa ideia”, afirmou.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o quarto país do mundo com o maior número de mortes em acidentes de trânsito por ano. O país tenta cumprir uma meta estipulada pela Organização das Nações Unidas (ONU): uma redução em 50%, no período 2011-2020, de casos fatais em acidentes viários.

Fonte: Terra